quinta-feira, 21 de janeiro de 2010

Você conhece os candidatos à presidência?!

Série especial pra você conhecer os candidatos, sua história, curriculum, e fazer uma escolha ciente! Espero que seja útil!




Nome: José Serra
Nascimento: 19/03/1942 (68 anos) São Paulo – SP

Ocupação: Governador de São Paulo (2006 - 2010)
Partido: PSDB
Profissão: Economista


Curriculum:
Prefeito de São Paulo (2004 – 2006)
Senador do Brasil por São Paulo (1995 - 2002)
Deputado Federal por São Paulo (1986 - 1994)
Secretário de Planejamento (1984 – 1986)
Ministro do Planejamento (1994 – 1996)
Ministro da Saúde (1998 - 2002)


José Serra nasceu na capital paulista, numa pequena casa de quarto e sala, no bairro da Mooca, filho único de Francesco Serra, semi-analfabeto e vendedor de frutas no Mercado Municipal, e de Serafina Chirico Serra.
Apesar dos ganhos modestos de uma família de classe média baixa, o esforço dos pais foi suficiente para que o filho ingressasse em 1960, no curso de engenharia civil, da Escola Politécnica da Universidade de São Paulo, sem precisar trabalhar.
Na universidade, logo se interessou pelo movimento estudantil, que era ativo nos anos 1960, sobretudo nas universidades. Derrotado em sua primeira eleição para o grêmio estudantil, acabou ingressando na diretoria dos eleitos, em meados de 1962, sendo indicado meses depois para concorrer à presidência da União Estadual dos Estudantes de São Paulo (UEE-SP), como candidato apoiado pela JUC (Juventude Universitária Católica). Saiu-se vitorioso. No fim de 1962, Serra foi um dos fundadores da Ação Popular (AP). Participou de congressos em vários locais fora de seu estado, tornando-se conhecido, o que veio a facilitar sua eleição para presidente da União Nacional dos Estudantes (UNE), em julho de 1963, como candidato da Ação Popular, apoiado pelo Partido Comunista Brasileiro.
Consumado o golpe militar, Serra encontrou refúgio na embaixada da Bolívia, onde permaneceu por três meses, seguindo então para a Bolívia e depois para a França, onde permaneceu até 1965. Teve que interromper os estudos sem ter completado o curso de engenharia.
Radicou-se no Chile, permanecendo ali por oito anos, fez mestrado na Escolatina (Escola de Pós-Graduação em Economia da Universidade do Chile), concluído em 1972, além de dar aula para economistas, num instituto da Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe (CEPAL). Decretado o golpe liderado por Augusto Pinochet, em setembro de 1973, Serra foi preso no aeroporto quando tentava deixar o país com a família, refugiou-se na embaixada da Itália, ficando lá por oito meses, rumando após para os Estados Unidos. Ali, fez doutorado na Universidade de Cornell, concluído em 1976 e foi membro do Instituto para Estudos Avançados em Princeton, NJ.

Depois de catorze anos no exílio, retornou ao país em 1978, sendo um dos poucos que se arriscaram a fazê-lo antes da lei de anistia de 1979. Ao tentar uma cadeira de deputado pelo MDB, teve sua candidatura impugnada, sob a alegação de que continuavam suspensos seus direitos políticos. Coordenou, então, a campanha a senador, pelo mesmo partido, de Fernando Henrique Cardoso, que obteve apenas a suplência (perdendo para André Franco Montoro). Foi admitido como professor de economia da Universidade de Campinas, onde permaneceu até 1983.
Em 1982, coordenou a elaboração do programa de governo do candidato ao governo de São Paulo pelo PMDB, Franco Montoro. Com a vitória Serra foi convidado para assumir a Secretaria de Planejamento,ao qual tomou posse em março de 1983. Levado pelo alto individamento estatal, José Serra realizou uma gestão considerada centralizadora e impôs um austero programa de corte de despesas e adiamento de projetos. Ainda assim, deu andamento a grandes obras, como o metrô na capital e a Hidrovia Tietê-Paraná. Licenciou-se do cargo, em dezembro de 1984, para integrar o grupo de economistas escolhido para elaborar o programa econômico do candidato a presidência, Tancredo Neves. Com a morte de Tancredo Neves, Serra retornou a seu cargo de secretário.
Em fevereiro de 1986 afastou-se da secretaria de Planejamento para se candidatar a uma vaga na Câmara dos Deputados. Recebeu cerca de 160 mil votos, elegendo-se com a quarta maior votação do estado.
Como deputado federal, Serra foi relator da Comissão do Sistema Tributário, Orçamento e Finanças, criticando a atuação de seu partido, o PMDB, votando a favor da desapropriação das propriedades rurais improdutivas e contra a estabilidade no emprego e o presidencialismo, contrariando, assim, a orientação partidária. Foi o constituinte que conseguiu o maior percentual de aprovação de emendas, logrando aprovar 130 das 208 que apresentou. Em uma delas criou o Fundo para Financiamento do seguro-desemprego, fonte de recursos sólida e permanente, permitindo que o seguro-desemprego começasse a ser pago no Brasil.
Foi o relator da comissão que reformulou todo o sistema tributário, os orçamentos públicos e o Sistema Financeiro Nacional. Propôs a elaboração do Plano Plurianual de Investimentos (PPA) e da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO), tendo sido relator da primeira LDO da história do país, referente ao orçamento de 1990.
Foi um dos fundadores do Partido da Social Democracia Brasileira - PSDB, em junho de 1988, presidindo sua comissão executiva até 1991. Nas eleições municipais de 1988, foi candidato à prefeitura de São Paulo, mas, em uma eleição ainda sem segundo turno, foi derrotado, ficando atrás de Luiza Erundina (à época no PT), João Leiva (PMDB) e Paulo Maluf.


Foi reeleito deputado federal em 1990, com cerca de 340 mil votos, a maior votação do Estado. Nessa eleição, foi um dos candidatos qeu recebeu apoio preferencial da Federação Brasileira de Bancos - Febraban.
Em 1991, foi convidado pelo presidente Fernando Collor para assumir o Ministério da Fazenda, mas declinou e ainda votou a favor do afastamento do presidente Collor, acusado de corrupção.
Em 1994, foi eleito senador, com 6,5 milhões de votos, muito à frente do segundo colocado. Foi cogitado para assumir o Ministério da Fazenda, enquanto empresários de seu estado preferiam vê-lo no Ministério da Indústria e Comércio. Para o Ministério da Fazenda, o presidente eleito escolheu Pedro Malan convidando Serra para assumir o Ministério do Planejamento.
Em 1996, concorreu novamente à prefeitura de São Paulo, mas foi derrotado, ficando em terceiro lugar e nem mesmo participou do segundo turno.
Assumiu o Ministério da Saúde (1998 - 2002). O programa de combate à AIDS implantado na gestão foi copiado por outros países e apontado como exemplar pela ONU. Deu prosseguimento à política de incentivo aos medicamentos genéricos. Eliminou os impostos federais dos medicamentos de uso continuado. Regulamentou a lei de patentes e encaminhou resolução junto à Organização Mundial do Comércio para licenciamento compulsório de fármacos em caso de interesse da saúde pública. Ampliou as equipes do Programa de Saúde da Família. Organizou o Sistema Nacional de Transplantes e a Central Nacional de Transplantes. Promoveu milhares de cirurgias por intermédio de mutirões combatendo doenças como, por exemplo, a catarata. Introduziu a vacinação dos idosos contra a gripe, eliminou doenças como o sarampo. Foi o responsável pela introdução da política anti-tabagista no Brasil, com a proibição da publicidade e a introdução das imagens de impacto em embalagens de cigarro, através do PL 3.156 aprovado no congresso.
Disputou a Presidência da República em 2002, quando obteve mais de 33 milhões de votos no segundo turno (38,73%), perdendo para o então candidato Luiz Inácio Lula da Silva.
Em 2003, assumiu a presidência nacional do PSDB, partido do qual é um dos fundadores. Em 2004, disputou a Prefeitura de São Paulo, sendo eleito no segundo turno com 3,3 milhões de votos (55% dos votos válidos). Depois que assumiu a prefeitura da cidade de São Paulo, licenciou-se do cargo no partido.
Em 2007 chegou ao Palácio dos Bandeirantes, combinamdo uma gestão fiscal agressiva, para elevar receitas e investimentos, com um rígido controle de despesas. As prioridades de governo têm sido o Rodoanel Mário Covas, a SP-21, o anel ferroviário em volta da Grande São Paulo, FATECs e estradas vicinais.
O governador José Serra, em seu primeiro trimestre de governo, segundo o Datafolha, obteve 39% de aprovação pelos paulistas. O índice de aprovação supera a do ex-governador Mário Covas, o qual obteve, no seu primeiro trimestre (entre janeiro e março de 1995), 31% de aprovação.
Em 2007 foi o terceiro governador mais bem avaliado, com nota média 6,5, ficando atrás de Aécio Neves e Cid Gomes. Em 2008, um aumento do índice de aprovação de seu governo de 49% para 54%, já em 2009 seu índice de aprovação por parte dos paulistas foi de 56%.



Texto by Izak Carlos da Silva - futuro melhor economista do mundo!
Postagem by Jaqueline Defendi Rosa.

segunda-feira, 18 de janeiro de 2010

Chapa Cabocla?

"Uma chapa formada por José Serra e Marina Silva embaralharia a campanha de 2010, pegando o PT no contrapé e enterrando de vez a desastrada candidatura de Dilma Rousseff”






Os dois juntos, na mesma chapa. Quem? José Serra e Marina Silva. Isso mesmo: José Serra, presidente, e Marina Silva, vice-presidente.

A ideia ainda é embrionária. Só é debatida no interior de um grupelho do PSDB. Mas ganhou impulso na semana passada, depois que Aécio Neves renunciou à candidatura presidencial e assoprou para a imprensa petista que rejeita terminantemente uma vaga de vice-presidente na chapa de José Serra - a chamada chapa puro-sangue. Apesar de todos os apelos do PSDB, Aécio Neves repetiu aos seus interlocutores que pretende candidatar-se ao Senado e dedicar-se integralmente à campanha para eleger seu sucessor em Minas Gerais, Antonio Anastasia.

Uma chapa presidencial formada por José Serra e Marina Silva - a chapa cabocla ou, melhor ainda, a chapa mameluca - embaralharia a campanha de 2010, pegando o PT no contrapé e enterrando de vez a desastrada candidatura de Dilma Rousseff. O plano petista de contrapor Lula a Fernando Henrique Cardoso - o único atributo que, depois de muito empenho, os marqueteiros conseguiram arrumar para Dilma Rousseff - iria para o beleléu, considerando que Marina Silva, por mais de cinco anos, também fez parte do governo Lula. E a impostura bolivariana de que o PSDB defende o interesse dos ricos e o PT defende o interesse dos pobres seria imediatamente desmascarada. Em matéria de pobreza, ninguém pode competir com Marina Silva.

José Serra e Marina Silva saíram do armário duas semanas atrás, em Copenhague, na COP15. Um elogiou o outro, um apoiou as propostas do outro. Eles conseguiram até deter o aquecimento global, congelando o Hemisfério Norte e matando de frio algumas dezenas de poloneses. José Serra já está com a campanha presidencial pronta. O que ele representa é a “continuidade sem continuísmo”. Para o eleitorado, ele manterá as conquistas de Fernando Henrique Cardoso e de Lula, e ainda poderá dar um passinho adiante. Apesar de atemorizar os banqueiros, José Serra é capaz de sossegar o lulista mais conservador. Se Marina Silva concordasse em se unir a ele, sua candidatura ganharia também um aspecto mais moderno, um caráter mais inovador.

Marina Silva, por outro lado, como candidata a vice-presidente poderia dar um sentido prático à sua plataforma ambiental, coordenando essa área no futuro governo José Serra. Reinaldo Azevedo, em seu blog na Veja on-line, disse que Marina Silva, mais do que candidata a presidente, é candidata a santa. Cruzei com ela recentemente e confirmo: ela levita. Elegendo-se na chapa de José Serra, ela teria a possibilidade de, finalmente, voltar a pisar no chão.

Fonte
Texto de Diogo Mainardi


Postagem by Jaqueline Defendi Rosa.

 


sexta-feira, 15 de janeiro de 2010

Governador escolheu o timing correto

(João Bosco Rabello)

O raciocínio político que orienta o governador José Serra é estrategicamente corretíssimo. Seu timing não é o mesmo do presidente Lula simplesmente porque as circunstâncias de um e de outro também não são as mesmas. A Lula convinha antecipar a campanha para evitar que o debate sucessório dentro do PT ocorresse à sua revelia. Ao fazê-lo, escolhendo uma candidata sem biografia política, e neófita em eleições, impôs-se a tarefa de construir sua candidatura. O tempo, nesse caso, é precioso e não pode ser desperdiçado.

Nem o tempo nem a oportunidade de aproveitar o cargo para dar visibilidade à candidata. A estrutura de governo e a agenda de trabalho são postos a serviço dessa estratégia, numa campanha disfarçada em ações de governo, País afora. A ministra Dilma Rousseff aprende o comportamento de candidata no cargo e dá robustez ao seu nome nas pesquisas.

Aqui, a primeira circunstância diferente. Serra tem biografia conhecida, perfil progressista, já disputou eleições, inclusive a presidencial, seu nome esteve em todas as pesquisas na última década.

Governa o maior colégio eleitoral do País com alto índice de aprovação, que precisa manter. Tem, enfim, altíssimo nível de exposição. Não tem interesse em fazer campanha contra Lula, porque sua adversária será Dilma.

Pesquisas que não foram a público, mas nas quais candidatos baseiam seu comportamento, indicam que a maioria do eleitorado identifica a estabilidade econômica e o fim da inflação com o Plano Real e, portanto, com o governo tucano. Porém, com a mesma clareza, valoriza prioritariamente o aumento de seu poder de consumo e o consequente progresso material e pessoal obtidos nos últimos anos. E grande parte atribui isso aos programas sociais implantados pelo governo, que estão irreversivelmente identificados com a figura do presidente Lula.

É a segunda circunstância que põe o interesse do governador na direção oposta à do presidente e os separa no tempo. A chance de eleger-se passa pela garantia de não só manter esses programas, como ampliá-los e melhorá-los ainda mais. Mas a ocasião oportuna para fazê-lo será quando puder confrontar sua biografia, capacidade e experiência, como político e gestor público, com a de Dilma Rousseff.

É nessa fase da campanha que a oposição aposta as fichas em José Serra. Nessa avaliação, na medida em que os debates se derem apenas entre ambos, será possível limitar a capacidade de Lula transferir votos.

Por isso, Serra diz que seu olhar está no futuro e que a oposição a Lula deve ser partidária, portanto, do PSDB. "Candidato não é chefe da oposição", diz, resistindo à provocação de Lula para um debate antecipado.

Fonte
O Estado de São Paulo


Postagem by Jaqueline Defendi Rosa.

terça-feira, 12 de janeiro de 2010

(Bons) Filmes Políticos

'Truman' (1995)
Direção: Frank Pierson

Biografia do presidente Americano Harry Truman (Gary Sinise, de "Forest Gump"), que assumiu o cargo após a morte de Roosevelt. O filme mostra a ascensão do rapaz de uma cidade pequena para a Casa Branca e sua decisão de utilizar a bomba atômica contra o Japão na Segunda Guerra Mundial. Produzido pela rede de tevê a cabo americana HBO.

'Evita' (1996)
Direção: Alan Parker

O musical estrelado por Madonna fala da vida de Eva Perón, mulher do presidente argentino Juan Domingos Perón (Jonathan Pryce, de "Piratas do Caribe"), que saiu da pobreza para se tornar o maior ícone feminino da história do país, atraindo milhões em seu funeral. Evita colecionou fama por suas ações de caridade e figura elegante e carismática. O longa imortalizou a música “Don’t cry for me, Argentina”.

'A queda' (2004)
Direção: Oliver Hirschbiegel

Produção alemã que mostra os dias que antecederam o fim da Segunda Guerra Mundial a partir de um bunker no subsolo da Chancelaria Alemã em Berlim, onde Adolf Hitler (Bruno Ganz, de "Asas do Desejo") se refugia com sua amante, Eva Braun, oficiais e ministros próximos, como Joseph Goebbels. O longa é baseado no livro de Traudl Junge, secretária pessoal de Hitler de 1942 a 1945, que é retratada no filme.

'Entreatos' (2004)
Direção: João Moreira Salles

O documentário mostra os bastidores da reta final da campanha de Luiz Inácio Lula da Silva à Presidência da República em 2002, com reuniões, gravações de pronunciamentos, viagens etc. No filme, além do próprio Lula, aparecerem personagens como o marqueteiro Duda Mendonça, José Dirceu e o senador Aloizio Mercadante.



'A Rainha' (2006)
Direção: Stephen Frears

Um retrato da reação da família real britânica à morte da princesa Diana, em 1997. Em um primeiro momento, a família real resiste a comentar a morte de Diana e a organizar um funeral em sua memória. Diante do impasse, entra em cena a figura de Tony Blair, que acabara de assumir o governo. Com Helen Mirren (Oscar de melhor atriz pelo papel) e Michael Sheen (de "Frost/Nixon").


'O último rei da escócia' (2006)
Direção: Kevin Macdonald

O filme que deu o Oscar de melhor ator a Forest Whitaker se passa nos anos 70 e mostra a relação do presidente da Uganda Idi Amin com seu médico pessoal, um escocês (vivido por James McAvoy, de "Desejo e Reparação"). O médico torna-se confidente do estadista e, com tempo, passa a testemunhar os abusos de seu regime.



'Milk – A voz da igualdade' (2008)
Direção: Gus Van Sant

O longa que rendeu a Sean Penn o Oscar de melhor ator mostra a vida de Harvey Milk, ativista gay norte-americano da década de 70. Um dos fundadores do movimento pelos direitos dos homossexuais, Milk elegeu-se para o Quadro de Supervisores de São Francisco em 1977, tornando-se o primeiro gay assumido a ter um cargo público importante nos Estados Unidos.


'Mandela – uma história de liberdade' (2007)
Direção: Bille August

Baseado no livro do carcereiro que tomou conta de Nelson Mandela na prisão, narra a história do líder sul-africano que ficou preso durante quase três décadas. O longa conta como Mandela (Dennis Haysbert, da série "24 Horas"), ex-chefe de uma organização rebelde ao governo, tornou-se primeiro presidente eleito na África do Sul unida.

 

'W' (2008)
Direção: Oliver Stone

O longa retrata a vida do ex-presidente dos Estados Unidos George W. Bush (Josh Brolin, que também aparece em "Milk") desde as noites de loucuras na universidade, passando pela redenção religiosa e ascensão política. Na Casa Branca, Bush é mostrado como um presidente incapaz, manipulado pelo vice-presidente Dick Cheney e por outros membros da equipe.

 


Fonte
 
 
 
Postagem de Jaqueline Defendi Rosa, leitora voraz do G1.

''Não adianta votar só porque é do PV''

Uma micro entrevista com Fernando Gabeira, pelo jornal Estadão, uma das poucas que me prenderam a atenção por mais de uma pergunta. Gostei de ler. (11/01/2010)



Fernando Gabeira estava em casa com a família, no Rio, quando soube pela TV da tragédia em Angra dos Reis. Não teve dúvidas: alugou um helicóptero e horas depois desembarcava na cidade. Foi o primeiro político importante a chegar.

Oportunismo? Há quem diga que sim, há quem discorde. Mas o episódio é emblemático. O ex-guerrilheiro que chocou o Rio, nos anos 80, ao aparecer na praia com uma sunga roxa, deixou de ser um político de nicho para ocupar espaço no grande jogo. A prova definitiva dessa virada veio em 2008, quando por muito pouco ele deixou de se eleger prefeito: perdeu de Eduardo Paes por uma margem mínima de votos.

Nesta entrevista ele olha para a frente, no caso de Angra, e avisa: "A BR-101 é uma estrada muito inadequada para ter uma usina nuclear". E faz uma revisão crítica do Partido Verde, onde "muita gente entra" e depois de se eleger "tem comportamento semelhante ao dos partidos convencionais." E arremata: "Eu não diria para os eleitores votarem numa pessoa só porque ela é do PV."

O governador Sergio Cabral foi criticado por só aparecer em Angra no terceiro dia da tragédia. O que acha?
Acompanhei a retirada de alguns corpos. Minha posição é de estar presente em todos os desastres. Não se trata de demagogia, esse é o meu trabalho. Ir no dia seguinte me parece mais demagógico ainda.

É perigoso haver uma usina nuclear naquela região?

A BR-101 é uma estrada muito inadequada para ter uma usina nuclear, já que lá estão detectados mais de cem pontos de potencial deslizamento durante as grandes chuvas. Chegamos a interditar Angra I por três meses porque uma encosta podia cair sobre um depósito. Se analisarmos friamente, talvez hoje ela não fosse construída como foi. Além de ser uma área muito chuvosa, o solo não foi estudado devidamente e o estudo geológico foi precário.

Existem culpados pela tragédia?

A construção de estaleiros e a chegada dos ricaços atraiu muita gente em busca de trabalho, gente que se instalou em áreas precárias. Angra precisa de um plano muito rígido para deter esse processo de crescimento nas encostas. Precisa que impeçam a construção de casas de pessoas mais ricas. Briguei no Senado com o Ney Suassuna porque ele comprou uma ilha lá, dentro de uma estação geológica. Os ricaços compram áreas onde há um pequeno posseiro e tomam conta.

Em Copenhague, Lula passou o comando da comitiva a Dilma. Foi uma boa escolha?

Não havia necessidade de colocar uma pessoa como a Dilma nesse processo. Não é sua área e ela não está familiarizada com o problema. Isso a levou a pequenos tropeços, como declarar que "o meio ambiente é uma ameaça ao desenvolvimento", e a recusa em admitir que o Brasil poderia contribuir com países mais pobres - posição que foi adotada por Marina Silva e José Serra. A Dilma não mudou a qualidade da delegação brasileira.

O PV vai ter candidato próprio ao governo do Rio e não será você. Por que desistiu?Ocorre que a campanha ao governo se dará em condições muito desfavoráveis. Eu teria que lutar contra a máquina do Estado e a federal - e contra muito dinheiro acumulado, além da ausência de qualquer escrúpulo. Isso torna os adversários muito fortes. Não queria levar a população a uma campanha onde quase se vence, mas se perde de novo.

Ficou algum trauma da eleição de 2008, vencida aos 45 do segundo tempo pelo Eduardo Paes?

Não é trauma, é que as condições são mais difíceis agora, porque entra o interior e lá a máquina tem peso maior. Não seria interessante fazer campanha para afirmar uma posição. Considerei ser candidato ao governo até o momento em que saiu a candidatura da Marina. Eu não poderia fazer campanha majoritária para ela com todos em torno de mim fazendo para o Serra. Isso levaria certa ambiguidade ao eleitor.

Como ex-petista, seu coração bate mais forte por Dilma ou Serra?

Eduardo Jorge, ligado a Serra, está na campanha da Marina... Meu coração não é partidário. Tenho a sensação de que existe um campo que envolve pessoas do PSDB, do PT e de outros partidos. Nas eleições presidenciais, estou com Marina. Mas acompanho o trabalho de Serra. Em relação a Dilma, ele tem experiência política maior. É já se submeteu ao voto popular.

O PV cresceu, dizem alguns, até demais. O que fazer para que não vire mais um partido fisiológico?

Essa deveria ser uma preocupação central do PV. Muita gente entra nele e, depois de eleger, age como se fosse de um partido convencional. Fazem acordos com qualquer governo e entram no "toma lá da cá". Isso me constrange muito. Em alguns lugares do Brasil minha imagem foi usada para pedir votos para o PV e nem sempre o resultado foi satisfatório. Isso vai parar. Não aceito mais esse processo. Eu não diria para os eleitores votarem numa pessoa só porque ela é do PV. Dentro dele há candidatos iguais aos outros.

Na bancada você parece um estranho no ninho...

Sempre fui muito isolado na bancada. Nunca me aceitaram como líder.

Defende uma depuração no partido?

Esse processo levaria a um desgaste desnecessário. O ideal é olhar para frente e ter critérios mais rigorosos.

Que lição ficou do caso das passagens aéreas? Foi um momento importante do meu mandato. Não posso dizer para a população que não cometo erros. A diferença é que, quando cometo, reconheço, reparo e corrijo. Paguei a passagem, devolvi R$ 86 mil de créditos.

O ex-presidente FHC está na cruzada pela descriminalização da maconha, que foi uma bandeira sua por muito tempo. Ainda é?

As bandeiras também evoluem. Hoje não posso mais dizer pura e simplesmente que é preciso descriminalizar. Tenho que dizer como fazer. Isso passa por uma reforma da polícia, que não tem condições nem de reprimir nem de liberar.

Você chegou a comprar sementes de maconha. Foi inclusive no governo FHC (risos). Nunca mais tentou?

Eram sementes enviadas da Hungria e destinadas a uso industrial. A ideia era fazer uma experiência em torno da exploração econômica, mas elas foram apreendidas. Houve um processo, mas fui absolvido. As sementes foram mandadas para os EUA para serem examinadas - se tinham alto teor de THC. Nem mandaram resposta nem devolveram.

A maconha até hoje o estigmatiza?

Em geral me chamam de "veado" e maconheiro juntos. Soltaram mais de um milhão de panfletos a meu respeito. Mas a população já não leva isso a sério.

Qual foi o efeito do tempo na sua postura política? Está mais pragmático?

Assumi um pouco mais a política, embora em todas as campanhas eu diga que é a última. Algumas pessoas da minha família até riem... Eu fazia campanhas para um público determinado. Com o tempo, a gente começa a ocupar um papel mais importante, a disputar eleições majoritárias. Quando passa a tentar representar muita gente, passa a ter visão mais à altura dessa representação.


Colaboração
Doris Bicudo doris.bicudo@grupoestado.com.br
Gabriel Manzano Filho gabriel.manzanofilho@grupoestado.com.br
Pedro Venceslau pedro.venceslau@grupoestado.com.br
Marilia Neustein
marilia.neustein@grupoestado.com.br


Fonte
Jornal O Estado de São Paulo
http://www.estadao.com.br/

Postagem feita por Jaqueline Defendi Rosa, pseudo jornalista, leitora das notícias políticas e, quase, uma eleitora.

quinta-feira, 9 de julho de 2009

A crise, um dos colapsos do capitalismo

A atual crise econômica pede, segundo Noriel Roubini e Matthew Richarson (economistas liberais que escreveram um artigo sobre a crise, fazendo alusão à da Suécia de 1990), que os dogmas ideológicos sejam rompidos e que a “mão visível” do Estado seja convertida no instrumento de salvação dos mercados livres, para que seja evitada uma catástrofe maior.

Como isso já aconteceu em diversas situações, dirigentes de bancos e grandes fundos de investimentos já consagraram a idéia de que na hora do caos, os prejuízos podem ser repartidos com os cidadãos. Portanto, a solução é paradoxal: o Estado absorve os prejuízos, mas o mercado financeiro nasce de novo, sob outra direção e regras.

As conseqüências da crise e sua política giram em torno de índices, como a retração generalizada do PIB nos países ricos e fortes desacelerações nas chamadas economias emergentes, com repercussões dramáticas sobre os níveis de emprego, renda e consumo. Não deve-se minimizar o tamanho do problema: todos os países sofrerão tensões em seus sistemas políticos.

Alguns emergentes já sofreram pesadas repercussões, mas as maiores retrações econômicas ocorrerão nos EUA, Europa, Japão e Tigres Asiáticos. A queda de consumo nos países ricos atinge todos os outros, como um “efeito dominó”. A China sofre forte desaceleração e não possui um sistema político flexível o bastante para absorver os impactos da crise.

Os preços do barril de petróleo caíram assustadoramente de US$ 100 para abaixo de US$ 40. Isso repercutiu em vários países, como a Rússia, Irã e Venezuela.

A crise é conseqüência de problemas e causou outros inúmeros aos EUA, colocando todo o resto do mundo – rivais geopolíticos ou atores regionais – na mesma barca. Agora, os empréstimos que o Brasil fez ao FMI são um ótimo exemplo. Aliás, vocês acham que todo esse dinheiro vai para subdesenvolvidos piores que o nosso? Não. Vão é cobrir o rombo dos inabaláveis norte-americanos.

As últimas notícias dizem que a recessão está acabando, já se fala em pós-crise. E o capitalismo segue em seu colapso. As empresas mandando no mundo, e quando caem, o Estado lhes dá assistência. Os EUA com seu imperialismo, e quando se abala é auxiliado pelos outros países. Um sistema que muitos dizem se basear no caos... (por que será?).

Eline Emanoeli.

quarta-feira, 10 de junho de 2009

Duvidas Pré 2010


Faltando pouco mais de um ano para as eleições presidenciais, marcadas para outubro de 2010, as prévias eleitorais partidárias e a pré-candidatura de pré-candidatos já encontra-se a todo vapor, no entanto, algumas dúvidas ainda pairam sobre Brasília.

A PEC (Proposta de Emenda Constitucional) do deputado federal Jackson Barreto (PMDB-SE), que determinaria a ampliação do mandato para seis anos e impossibilitaria a reeleição, será aprovada? Se sim, será válida já em 2010?
Haverá mesmo em setembro - acredita-se que no dia treze – um plebiscito a respeito da possibilidade de um terceiro mandato ao presidente Lula?

O PMDB, atualmente o partido mais forte, com a presidência da Câmara dos Deputados e do Senado, terá candidato próprio à presidência?

Quem será o candidato do PSDB?

Corre por Brasília o forte boato de que os partidos de situação estariam se movimentando, tanto para a aprovação da PEC, quanto para a realização do plebiscito pois, juntos, possibilitariam mais dois anos de mandato ao presidente Lula e/ou a oportunidade de se reeleger, conquistando seu terceiro mandato consecutivo, ele - como sempre – afirma não saber de nada,e apresenta Dilma Rouseff, atual ministra Chefe da Casa Civil e coordenadora do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento), como pré-candidata a presidência pelo PT.

Sabe-se, no entanto que a candidata do presidente Lula passa por forte tratamento contra um câncer do sistema linfático, que tem impedido sua total dedicação à campanha, além de justificar seu baixo desempenho nas pesquisas – com aproximadamente 19%, ocupando o segundo lugar – e de aumentar as especulações acerca de um terceiro mandato de Lula.

Há, quanto a escolha do candidato do PSDB, principal partido de oposição, uma forte disputa entre dois pré-candidatos: Aécio Neves - jovem promissor e atual governador de Minas Gerais, que surge com grande força política no sudeste, a ponto de ter obtido 75% dos votos para o cargo de governador que ocupa hoje - e José Serra – experiente e atual governador do estado de São Paulo, ex-prefeito de sua capital e ex-ministro da Saúde do governo FHC.
Aécio descartou a hipótese de uma chapa “puro sangue”, na qual essas duas forças se uniriam, com Serra como candidato à presidência e ele como seu vice.

Independente de qual tucano concorrerá ao cargo, o PSDB consegue manter a primeira posição nas pesquisas até agora, considerando a indefinição sobre candidato do PMDB, cujo presidente afirmou recentemente que o partido deve realizar prévias internas para a escolha de seu representante – talvez essa seja a decisão de maior relevância para as eleições de 2010, tento em vista que o PMDB é, hoje, o partido de maior força nacional, já que obtêm a presidência da Câmara e do Senado, além de ser soberano entre as cidades, pois interferirá na decisão tanto se lançar candidato próprio quanto se apoiar algum outro.

Há muito a ser definido até as eleições e qualquer passo pode alterar o resultado.
Esperamos, no entanto, que Lula não contrarie, de novo, seus discursos dos tempos de militante, nos quais afirmava que a reeleição era um passo para a ditadura e a corrupção. O que dizer de alguém que tenta o terceiro mandato, após e falas tão enérgicas? Uma coisa, porém, é certa: nunca nesse país, como adora repetir nosso presidente, houve um período pré-eleitoral de tamanha disputa. E dúvida.




Texto por Izak Carlos da Silva
Revisado por Jaqueline Defendi Rosa